A arte através dos tempos
- 8 de nov. de 2017
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Você já parou para pensar que, talvez, muitas das obras primas que vemos nos museus não aparentam exatamente como um dia foram? Afinal, muito tempo se passou desde que Leonardo da Vinci pintou a "Monalisa", ou Van Gogh pintou "O Quarto", e como tudo nesse mundo, as telas são suscetíveis ao poder do tempo.
Tintas que se deterioram, tonalidades que amarelam, restaurações mal feitas e até recortes são alguns dos "perigos" pelos quais passam as obras de arte. Portanto, quanto mais antiga for, mais diferente ela provavelmente será do seu original.
É sabido, por exemplo, que as esculturas gregas eram originalmente coloridas, tinta que acabou desaparecendo ao longo dos séculos já que a maioria dessas esculturas ficava exposta ao ar livre em praças e calçadas.

Outra obra que passou por uma grande transformação é a Monalisa, de Leonardo da Vinci. Os relatos de Giorgio Vasari, o primeiro biógrafo de Da Vinci, descrevem um quadro com fundo azulado, cuja retratada possui bochechas e lábios rosados. Hoje o que vemos é uma pintura eminentemente amarelada, consequência das camadas de verniz que recebeu dos inúmeros proprietários antes de ser levada ao Louvre.

A Última Ceia, outra obra de Leonardo, tampouco conseguiu passar incólume aos riscos do tempo. O afresco localizado no Monastério de Santa Maria delle Grazie, em Milão, foi feito com uma técnica experimental que infelizmente não deu muito certo. Nem 10 anos após a sua conclusão, a obra já aparentava sinais de desgaste. Além disso, em 1652 os monges precisaram abrir uma passagem e acabaram destruindo a parte da parede onde estavam pintados os pés de Jesus.

Já no quadro "A Ronda da Noite", de Rembrandt, a transformação foi tanta que acabou determinando erroneamente seu próprio nome. A grande atração do Rijksmuseum era originalmente uma representação de cena diurna, mas devido às inúmeras camadas de verniz que recebeu ao longo dos séculos, acabou ficando escura demais. Quando descobriram que a tonalidade original não era aquela, o nome "A ronda da Noite" já havia se tornado famoso. Além disso, em 1715 a obra foi cortada para caber em um espaço na prefeitura de Amsterdam.










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